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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Queria descrever alegrias
Gostaria de ser capaz de descrever um simples momento de alegria. Esses momentos tão raros e rápidos. Mas, não sou dotada de talento pra esse lado mais fugaz da vida.
Outro dia, sonhei que estava correndo, correndo de uma forma que a realidade jamais me permitiria! O sonho me presenteou com essa sensação e quando acordei, ainda cansada da corrida, faltou palavras pra descrever sensações tão realísticas . Uma sensação tão única, que continuará única.
Me vejo agora, com a inocência de uma menininha, reivindicando:
-- Não devia nos faltar palavras diante do mundo!
Pelo menos, diante do meu mundo. Mas falta!
Queria descrever quando me sinto pisoteando meu medo e o sorriso em meu rosto quando imagino ele no chão. Quando caminho sobre pedras e todas elas tem meu rosto. Quando atravesso a porta e encaro com coragem o não.
As palavras vem até mim, quando a sensação é longa. As alegrias são curtas, e mesmo que não sejam, elas parecem curtas. Preciso de um tempo longo pra digerir emoções, mas alegrias são fugazes!
Queria descrever alegrias... É só um desejo.
Me tranquilizo, porque nem sempre é preciso palavras. Nem tudo no mundo... é palavra.
Élida Regina Pereira
terça-feira, 15 de abril de 2014
Voz
Gosto de derramar meus excessos! Exponho minhas contradições porque a sensibilidade me acompanha! Que essa seja minha companheira! Que ela me dê voz! Quando tenho voz, ganho força. Sem voz me esvaio e me vejo desfalecer!
Sou dor e só terei alívio dessa experiência agonizante, vida, com a morte!
Enquanto isso vou me esgarçar e se preciso... Gritar!
Sou carne ferida! Sou faces milhares!
Sou dor e só terei alívio dessa experiência agonizante, vida, com a morte!
Enquanto isso vou me esgarçar e se preciso... Gritar!
Sou carne ferida! Sou faces milhares!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Degraus
Fina Chuva... molhe minha pele e mostre-me o que é viver!
Desça vagarosamente da imensidão e elegantemente retribua esse afeto.
Formoso Vento ... Me ajude a respirar e soprar das minhas entranhas todos os dias a força dos meus ancentrais. Ancentrais, que me ensinaram e me ensinam que a dor é só um degrau da vida... Ainda há tantos outros!
Eu, o Formoso Vento e a Fina Chuva num diálogo constante sobre sermos os mesmos, numa diferente atmosfera.
E nessa conexão, Natureza e Eu...
Desça vagarosamente da imensidão e elegantemente retribua esse afeto.
Formoso Vento ... Me ajude a respirar e soprar das minhas entranhas todos os dias a força dos meus ancentrais. Ancentrais, que me ensinaram e me ensinam que a dor é só um degrau da vida... Ainda há tantos outros!
Eu, o Formoso Vento e a Fina Chuva num diálogo constante sobre sermos os mesmos, numa diferente atmosfera.
E nessa conexão, Natureza e Eu...
Nem tudo precisa ser dor. Há uma multidão de pessoas, amigos, histórias, referências e amores pulando "aqui dentro" e dizendo: VITORIOSA!
Élida Regina
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Sedutoramente
Vem em minha direção, caminhando elegantemente, sedutoramente me olhando. Ele não tem medo, não tem pena. É determinado, imponente. Sua presença, não passa despercebida. Todos comentam...
Determinado a me envolver... Se torna consistente, rígido, duro! Seus toques começam leves como vento e vão se transformando num objeto consiso. Vagarosamente me penetra, contornando minha profundidade, deixando minhas carnes trêmulas e meus ossos doloridos. Tudo com ele tem mais sabor. As taças de vinho são charmosas e mais desejadas, o calor humano é amplamente requisitado, cobertores se tornam aliados e extensão da própria pele. Quanto mais ele se aproxima, mais possibilidades são criadas para aquecer o charme, o desejo, o calor humano e a extensão da pele e tudo isso, se tranforma em prazer.
Frio... Não posso negar, és extremamente sedutor!
Élida Regina
Uma pausa!
Uma convulsão de acontecimentos e sentimentos me mostram como sou humana e limitada. Inserida em um dos momentos mais felizes da minha vida, meu corpo, de tanta euforia deu sinais de alerta. Minha mente num movimento frenético de quase vinte quatro horas por dia, não me dando tempo nem quando estou dormindo, tornou minha cabeça tão pesada a ponto dos ombros e pescoço sentirem dificuldades para suportá-la. A prescrição é relaxar, mas relaxar é uma das tarefas mais difíceis nesse momento. Quanto mais penso em relaxar, mais voltas meus pensamentos dão em torno das minhas escolhas, vivências e expectativas.
Dar uma pausa na atividade que já venho fazendo há algum tempo, me coloca numa retrospectiva para análise. Ser professora por esse tempo da minha vida me deu alguns momentos de alegrias, muito aprendizado, mas o que mais tive em exercício foi frustração. Frustração comigo mesma, com os outros e com o sistema. Passado agora essas frustrações, fica a lição de que, de fato, as relações de ensino aprendizado são à base de trocas, trocas humanas. Se tudo vai mal, todos são responsáveis. Principalmente eu, por não ter ousado mais, enfrentado mais esse sistema de alienação. O fato é, todos os envolvidos tem sua parcela de contribuição.
Apesar de tudo, me sinto mais viva do que nunca, cheia de anseios por novas vivências e principalmente cheia de coragem. Depois de uma vida inteira com inúmeras pessoas querendo me mostrar que eu era incapaz, provei a mim mesma que SOU CAPAZ!
A conclusão que cheguei, me diz que quem mais aprendeu e evoluiu nessa experiência, fui eu mesma!
ESTOU PRONTA!
Élida Regina
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Solidão a mais de um
Eu já disse que o isolamento só quero se for na ilha que se chama OUTRO. Mas, ando revendo como seria esse outro. As relações humanas são tão complexas, que mesmo sabendo que não quero viver no isolamento, o contato com outras pessoas me torna aflita.
O que acontece? Demandamos força para manter um relacionamento humano com alguém e de repente... estamos sós! Uma sensação que causa dor a muitos, alguns esperneiam por isso, outros choram por não se sentirem amados, por não terem seus sentimentos correspondidos. Só pra lembrar, estou falando de relacionamento humano, independentemente da forma que vincula.
Não é nada agradável, quando estamos quase explodindo de felicidade por algo, queremos comemorar e quando olhamos pro lado... ninguém! Nenhuma pessoa, que você pensou que estaria feliz também, está lá! Ou numa situação mais comum, quando estamos tristes ou numa situação difícil, precisando de alguém e a unica pessoa que você pode contar é você mesmo.
Dialogando sobre isso, uma pergunta me foi feita: Se você estivesse numa situação que pudesse "salvar" a vida de apenas 3 pessoas, quais seriam as pessoas e quais seriam seus critérios de "salvação"? Não dá pra negar, que é uma questão que nos deixa num dilema muito grande, mesmo sendo uma situação hipotética. Além de nos mostrar que existe uma eleição de prioridade de queridos, tanto de nossa parte, como de outras pessoas. A situação ainda nos incube a difícil (ou impossível) missão de preservar a vida de alguém sem egoismo. Até por que, a vida tem sentidos diferentes para cada um, não posso pensar apenas no que eu gosto e as pessoas que quero mais perto de mim para tomar uma decisão assim. É difícil não errar!
Ando pensando sobre o bem que a solidão me traz e coincidentemente, no meio dessa reflexão me foi apresentado Rainer Maria Rilke, que tem uma opinião muito valorizadora da solidão. Ele discorre sobre ela, mostrando como podemos nos humanizar nos momentos que estamos sós. Estar sozinho e se focar pra dentro de si, pode te trazer resultados maravilhosos. As pessoas podem, inclusive, independentemente do gênero, ter a experiencia de dar à luz. Ele me diz o seguinte:
"Mesmo que se engane, o desenvolvimento natural de sua vida interior há de conduzi-lo devagar, e, com o tempo, a outra compreensão. Deixe a seus julgamentos sua própria e silenciosa evolução sem a perturbar; como qualquer progresso, ela deve vir do âmago do seu ser e não pode ser reprimida ou acelerada por coisa alguma. Tudo está em levar a termo e, depois, dar à luz."
Ouvir estas palavras me reconforta e me põe numa reflexão. Estou eu a pensar a solidão com o outro?
Élida Regina
sábado, 8 de junho de 2013
Delírio
Minha mente e meu corpo trabalham em ritmos diferentes. Quero tudo pra ontem, planejo uma coisa aqui, analiso outra ali, executo uma coisa aqui e quando faço o balanço, percebo que meu corpo não fez a parte que lhe cabia.
Será que há algo desconexo? Desconfio que sim! O corpo não é comandado pela mente? Entendo que, minha mente está orientando meu corpo. Está ou não está? Hum... Será? Ela anda me enganando... Acabo de constatar!
Esse corpo tem uma rebeldia cravada em suas carnes. Confesso que a rebeldia me alegra! Afinal, essa carne é uma parte minha, e saber que eu me rebelo contra mim mesma, me enche de orgulho!
Estranho isso, não é? Me faz voltar na questão da contradição.
Se quero algo, se preciso de transformação, preciso também que minha mente e meu corpo estejam em harmonia, trabalhando coletivamente para o resultado esperado. Mas se eles divergem entre si, fica difícil!
É bacana pensar que cada um age por si. Mas não é! Sabe por que? Um depende do outro para se fazer existir. Se minha mente cria e meu corpo não auxilia na execução, ambos, são obra e carne mortas.
O existencialismo me ensinou, que posso ser imortal. Como serei imortal com unidades tão desconexas? Se não me faço existir, nenhum vestígio meu sobrará sobre essa terra. Portanto, meus queridos, corpo e mente, tratem de entrar em acordo! Todo mundo terá que ceder!
Élida Regina
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Vire a Mesa!
É triste estar no engesso do compromisso, da falta de gosto e de vontade. Não existe êxtase e muitas vezes nem aprendizado. É um corpo, arrastado pelos pés, com muita dificuldade, demonstrando seu desânimo e recebendo de troco inquietação, infelicidade, rancor e tristeza. Fazer o que não gosta, o que não tem prazer, é como jiló cozido... Amarga. Amarga as horas, os dias, os meses, os anos... A vida!
E a vida, já afetada pela amargura e acorrentada pela obrigação, pela responsabilidade e pelo outro, não dá muita alternativa pra recomeçar. É preciso muita coragem pra não morrer na amargura. Exige- se determinação e aberturas. Não é possível zerar tudo, sem dar um passo atrás. Com coragem, ganha-se lá na frente.
Varias áreas da vida podem nos incomodar, pode ser uma amizade, um curso, um relacionamento ou qualquer outra coisa, mas o que mais pega, é sem dúvida, o emprego e questões atreladas as necessidades. Dois quesitos, que a política está intrínseca juntamente com suas contradições e amarras. Política, falso moralismo e sistema econômico na vida pessoal se torna um emaranhado difícil de desfazer. Uma reflexão daqui, outra dali. E a gente foge de uma coisa e se joga nos braços de outra, mostrando que é impossível fugir da contradição. Não existe liberdade, são apenas opções. Opções num labirinto, que torcemos numa aflição agonizante para encontrar a saída.
Pra mim mesma, eu digo:
Pra não morrer na amargura, no labirinto... Vire a mesa, faça o que parece loucura! Lembre-se: "As vezes é necessário, um passo atrás, para dar dois a frente!"
domingo, 2 de junho de 2013
Junho

Aaaah! Essa contagem em ciclos...
Um passo de cada vez e a gente vai alcançando. Muda-se o ciclo e a gente entra na contagem regressiva pra um momento aguardado, batalhado. Mais um mês começando e pensamentos se moldando. Cada dia que vai é um aprendizado, ou deveria ser. Dias mortos também vão e vem o lamento de ter passado em vão. Mas esse junho é especial... frio!
Dias frios me deixam "encasulada". Os pensamentos se focam em si mesmos. A vida se contrai nela mesma. Sâo ótimos pra nos presentear com idéias ou apenas preguiça.
domingo, 26 de maio de 2013
Escolha
Tem horas que a gente se perde na bagunça das peças que envolvem a vida. Um emaranhado de coisas nos envolvem e nós prepotentes de nós mesmos, achamos que estamos no controle de tudo, mas infelizmente muitas coisas fogem de nossa vista e controle. Temos nossas escolhas e metas bem traçadas, tudo caminhando como o planejado e eis que surge uma peça inesperada. O que fazer? A partir da peça inesperada, traçar uma nova meta e fazer novas escolhas. Caramba! Mas não é isso que fazemos a todo instante?! Não sei porque tanta indignação de minha parte com essa peça! Ah, Élida, faça-me o favor!Élida Regina
sábado, 18 de maio de 2013
Um Mês de Existência
Hoje este blog está completando um mês de existência. E o que eu tenho a dizer é o seguinte:
A vida é importante pra cassete! Pra mim, sempre foi um negocio seríssimo!
Sempre vivi como se estivesse num filme. Imaginava que um dia todos veriam a minha história numa imensa tela. Tudo que eu senti, vivi, sinto e vivo, vejo de uma maneira grandiosa. Instantaneamente, já imagino compartilhar isso com o mundo! Tá... É muita pretensão, eu sei! Mas o que dá sentido a vida é o significado que damos a ela, então...
Comigo mesma, lamento o fato do momento jamais ser reproduzido. Uma reprodução, sempre será outro momento. Não carrega consigo as mesmas emoções do real acontecimento. Mas mesmo assim, deixa marcas através da história, e o que eu vivi, considero meu registro no mundo. Por isso, hoje eu registro. Não com vídeos, mas com palavras. Mesmo sabendo que é difícil compartilhar com o mundo, não deixei de lado essa pretensão. Até porque, todo ser é um mundo.
Mesmo que a reprodução, aos olhos de quem não viveu seja perfeita, pra quem viveu e vive, nunca será exatamente o que foi. Mas pode ser belo, comovente, reflexivo e ânimo para os olhos alheios. Como pode ser também o oposto de tudo isso. E como se não bastasse, temos uma porção de coisas boas de volta. Essa troca é humana.
Escrever tem me feito muto bem, me incitado a curiosidade, me acalmado. Mesmo que esse canal, seja tímido diante de minhas pretensões, quase sem seguidores, ainda assim, tem tido um número de visualizações que me alegra e eu estou super otimista. Por isso, aqui estou eu, nesse primeiro mês de blog, super feliz com o bem que ele (e vocês) me tem feito!
OBRIGADA!
Élida Regina
quinta-feira, 16 de maio de 2013
À vida com amor...
Quando cansada da vida, me deparei com a placa ESTACIONE, parei, mudei tudo de lugar e prossegui cheia de vigor.
E quem decide que a vida não vale a pena, é porque a dor ocultou seu sentido. E a vida sem sentido é um objeto estático, sem função.
Tantos sentimentos revigoram a vida! Mas quando esses sentimentos revigorantes estiveram ausentes, desejei a morte. Mesmo assim, abri a porta, para a entrada de novas sensações, que me fizeram perder a impressão da ausência de mim mesma.
Quando amei a vida, não teve mais volta! Bastou uma vez amá-la, para lutar por ela. E mesmo quando me senti insatisfeita, bastou um toque de amor, pra tudo colorir! E se eu sentir que a vida está ameaçada, logo darei um jeito de protegê-la, mesmo que seja, a minha própria maneira. O isolamento, só quero se for na ilha que se chama "outro". Quero ficar louca de amor e transbordar como o leite fervido, de amor recebido.
Élida Regina
terça-feira, 7 de maio de 2013
Atriz
Movido pelo impulso do primeiro passo, meus pés, requisitam o palco!
Eu, farta de excessos de mim mesma, em meu íntimo bastidor, sonho com a explosão do meu 'eu' no meio da multidão.
A platéia? Envolvida numa curiosidade e agitação, aguardam que eu apareça... Viva! Ressurja!-Ouço gritos...
Defunto vivo? Ah... Isso gera uma expectativa!
A fachada, é contida, sem extravagância, quase não pode ser vista. Por que tanto público?
Eu, no meu íntimo, quase em implosão, aguardando meu momento de estréia.
O primeiro passo... Foi!
Renasci, explodi... Lindamente!
Aplausos!
Pra mim, por mim!
Élida Regina
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